Mitos e equívocos sobre a sexualidade feminina


Mitos e equívocos sobre a sexualidade feminina atravessam gerações e se cristalizam como verdades absolutas, mantendo-se vivos nas mentes de homens e mulheres, de todas as idades. São crenças sustentadas por heranças culturais com forte ação do patriarcado, onde o machismo oprime fortemente a mulher e, de forma vergonhosa sustenta a discriminação e expõe as diferenças de gênero.

Romper essas crenças limitantes e desmitificar essas ideias pré-concebidas a respeito da mulher é tarefa de todos que sonham com uma sociedade justa e igualitária, não é mesmo? E como não podemos ficar de fora dessa empreitada, convidamos vocês a refletirem conosco sobre algumas dessas questões levantadas por Joseph Lopiccolo em uma de suas obras.

Mito 1: Sexo é só para menores de 30 anos

Outro lado da história: É hoje fato indiscutível que a capacidade de reação das mulheres aos estímulos sexuais aumenta com a idade, e só atinge seu apogeu aos 30 e poucos anos, e se mantém por todas vida, com uma discreta diminuição do interesse e do desemprenho, exceto em casos de doença. Psicologicamente falando e em função da influência cultural, boa parte das mulheres, acredita que o sexo é para as jovens e para belas. Infelizmente muitas mulheres e homens ainda são influenciados por essa ideia equivocada.

Mito 2: Todas as mulheres podem ter orgasmos múltiplos

Outro lado da história: A estimativa mais otimista das pesquisas é que cerca de 15 a 25% das mulheres podem ter orgasmos múltiplos. Não há relação entre satisfação ou ajustamento sexual e orgasmos múltiplos.

Mito 3: A gestação e o parto reduzem a capacidade de resposta feminina aos estímulos sexuais

O outro lado da história: São muitas mulheres que declaram um aumento dessa capacidade e da frequência de orgasmos após terem dado à luz, provavelmente em decorrência de mudanças fisiológicas decorrentes da gravidez (como um maior suprimento de sangue para a pelve).

Mito 4: A vida sexual da mulher para com a menopausa

O outro lado da história: Estudos demonstraram que muitas mulheres têm sua responsividade sexual aumentada após a menopausa. Isso provavelmente resulta da inexistência do medo de engravidar e da necessidade de contraceptivos e do fim dos incômodos do ciclo menstrual. Algumas mulheres precisam de lubrificantes para contornar o ressecamento vaginal pós-menopausa. Exercícios de pompoarismo e atividade sexual regular ajuda a manter os tecidos vaginais e os mecanismos de lubrificação em bons estados.

Mito 5: Mulheres descente (femininas) não ficam excitadas com produtos eróticos (livros, filmes, cosméticos e brinquedinhos)

Outro lado da história: Todas as pesquisas recentes demonstram uma diferença mínima entre homens e mulheres quanto à capacidade de ficarem excitados com figuras, histórias e fantasias sexuais. A excitação de uma mulher com um produto erótico não está relacionada a sua feminilidade ou à sua moralidade, mas à sua receptividade a essas formas de estímulo sexual

Mito 6: Uma mulher capaz de reagir sexualmente pode sempre ser excitada pelo parceiro

Outro lado da história: Cansaço, distração, raiva, preocupações, além de muitas emoções, podem suprimir a excitação até mesmo em mulheres altamente capazes de reagir e de ter orgasmo, assim como problemas emocionais no relacionamento com o parceiro podem ter o mesmo efeito.

Mito 7 – As mulheres normais (reais, femininas, sensuais) têm orgasmo em todas relações sexuais

Outro lado da história: Até mesmo no caso de mulheres que chegam facilmente ao orgasmo, ele não acontece sempre; é de 70 a 80% a média, para o grupo de mulheres orgásticas.

Mito 8 - Há diferentes tipos de orgasmos, conforme a personalidade da mulher. Os orgasmos vaginais são mais femininos e maduros do que os clitorianos

O outro lado da história: Um orgasmo é um orgasmo, não é um traço de personalidade. O tipo de personalidade não tem qualquer influência sobre o tipo de estímulo preferido, embora possam existir diferenças quanto à intensidade ou à qualidade do estímulo, dependendo da idade da mulher, de seu relacionamento, de seu emocional e de outros fatores físicos e emocionais.

Mito 9 – Você é frígida se não gostar de formas mais exóticas de sexo

O outro lado da história: Muitas mulheres muito sensuais não se interessam por certos tipos de atos sexuais, como sexo oral ou anal, uso de objetos eróticos, sexo em grupo, troca de casais e assim por diante. O tipo de atividade sexual que você prefere não determina seu grau de sexualidade.

Mito 10 – Se você não atingir o orgasmo rápido e facilmente, há algo de errado com você

Outro lado da história: o limiar do orgasmo varia de mulher para mulher, de acordo com sua biologia básica, da mesma maneira que há algumas que correm mais depressa do que outras. Há aquelas que, mesmo na ausência de problemas psicológicos ou emocionais, sempre precisarão de muito e intenso estímulo físico para desencadearem o reflexo do orgasmo, ao passo que outras, com nível equivalente de ajustamento sexual e/ou psicológico, terão orgasmo com menos estímulos.

Mito 11 – Beco sem saída: você é frígida se não tiver fantasias sexuais e uma devassa se as tiver

O outro lado da história: Embora nem todas, muitas mulheres com um bom nível de ajustamento sexual têm fantasias que incluem outros homens, além de seu parceiro oficial. Isso não tem qualquer relação com seu ajustamento sexual ou com padrão moral.

Mito 12 – A contracepção é responsabilidade da mulher e, de qualquer modo, quando ela diz que o método anticoncepcional está inibindo sua sexualidade, isso é apenas uma desculpa

Outro lado da história: Muitas mulheres com um bom ajustamento sexual consideram as técnicas anticoncepcionais prejudicais ao prazer sexual. Ambos os parceiros devem dividir essa responsabilidade. A melhor solução para casais que estão seguros de não quererem mais filhos é a vasectomia nos homens.

Os pontos acima abordados constituem apenas uma pequena mostra da grande quantidade de mitos e equívocos que estão tão arraigados em nossa cultura e que a maioria das pessoas, homens e mulheres, não percebe nada de estranho nesses fatos, nem questionam o porquê deva ser dessa ou daquela forma.

É importante percebermos que muitas histórias em torno da sexualidade feminina têm sua origem na falta de conhecimento, não só nas questões da sexualidade como também no autoconhecimento.

#Mitos #Equívocos #Tabus #Sexualidadefeminina #Educaçãosexual

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