Sexualidade na Terceira Idade

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Envelhecer é um processo natural onde experimentamos modificações em nosso corpo, o que nos exige adaptações, mas isso não significa que de uma hora para outra perde-se o interesse pelo sexo. É muito comum as pessoas se manterem sexualmente ativas ao longo de suas vidas, entretanto o medo do preconceito, discriminação dos parentes e julgamento da sociedade faz com que essa atividade seja interrompida. Essa sensação de exclusão contribui para o agravamento da baixa autoestima, podendo levar os idosos a um estado de depressão.

A falta de informação tanto do idoso quanto daqueles que os cercam é um dos fatores que influenciam no declínio da atividade sexual na terceira idade

A falta de informação tanto do idoso quanto daqueles que os cercam é um dos fatores que influenciam no declínio da atividade sexual na terceira idade

"A discriminação da velhice é uma violação dos seus direitos"(1)
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Todos esses julgamentos tabus e preconceitos ainda não foram totalmente rompidos ou reformulados na sociedade atual, onde a terceira idade ainda carrega este “fardo” principalmente quando o assunto é sexo. Os idosos continuam tendo desejos e afetos e precisam também receber orientação profissional quanto a sua qualidade de vida sexual. Decidimos então criar o projeto “Sexualidade na Terceira Idade”, que tem por finalidade levar aos idosos, de forma criativa, um programa educacional que possa contribuir para diminuir os níveis de estresse e aumentar a percepção de pertencimento e que lhes permita resgatar os sentimentos de intimidade e conexão com seu par através de uma vida sexual saudável e divertida.

"Mais velhos, mais sábios, sexualmente mais inteligentes"(2)

As pessoas mais velhas têm relações sexuais, isso é fato. Mas então por que é tão difícil para a maioria das pessoas, principalmente filhos e parentes próximos aceitarem essa realidade?

A resposta não é tão simples, mas suas causas têm origem em nosso próprio desenvolvimento infantil, geralmente cerceado por mitos e equívocos sobre a sexualidade que atravessam gerações e se cristalizam como verdades absolutas, mantendo-se vivos nas mentes de homens e mulheres, de todas as idades.

As fortes influências culturais mantem viva a ideia de que a sexualidade é predominantemente orientada para a vitalidade juvenil e os idosos estariam excluídos desse contexto, não se concebendo, portanto, a ideia de que eles possam manter relações sexuais. Com o tempo, essa visão equivocada ganhou contornos de discriminação e sob a alegação de cuidados especiais lhes retiramos a privacidade e invadimos sua intimidade. Para melhoria da qualidade de vida dos idosos precisamos garantir privacidade suficiente para que eles possam se divertir e viver a plenitude se sua sexualidade.

Assim, o projeto "Sexualidade na Terceira Idade" aborda, entre outros, os seguintes temas:

  • Entendendo a Sexualidade

A sexualidade influencia nossos pensamentos, sentimentos, ações e interações e, portanto, influencia nossa saúde mental e física. Se saúde é um direito humano fundamental, a saúde sexual também deveria ser considerada como direito humano básico.

 

A saúde mental é a integração dos aspectos sociais, somáticos, intelectuais e emocionais de maneira tal que influenciem positivamente a personalidade, a capacidade de comunicação com outras pessoas e o amor.

  • Tabus e preconceitos sociais

Tabus e comportamentos preconceituosos em relação às questões sexuais, que tiveram suas origens em épocas remotas, são ainda hoje sustentados com forte ação cultural, aceitos e tidos como verdadeiros em nossa sociedade e permanecem no imaginário de muitas pessoas.

 

  • Limitações físicas e emocionais

O processo de envelhecimento não conduz a uma fase assexuada do indivíduo, mas sim a outra etapa no percurso da sexualidade humana, a qual deve ser merecidamente vivida e apreciada pelas pessoas da terceira idade e respeitada por todos que os cercam.

  • Disfunções sexuais

Fatores psicológicos, onde se incluem também tabus e preconceitos são os grandes influenciadores das disfunções sexuais. Ansiedade por exigência de desempenho, falta de informação e as distorções dos ensinamentos, por preceitos sociais ou religiosos também são aspectos que podem determinar os mais variados distúrbios na atividade sexual, que tem seus sintomas intensificados pelo processo natural de envelhecimento.

  • Melhoria da qualidade de vida

As mudanças físicas que ocorrem no ser humano são inevitáveis. Tanto homens como mulheres vão passar por um processo biológico que tem como reflexo o declínio de várias funções e possíveis limitações. Para amenizar os efeitos do tempo é fundamentalmente importante trabalhar em prol de uma qualidade de vida em todas as fases: da infância à velhice.

 

Estabelecer um estilo de vida saudável, alimentação adequada, prática diária de exercícios físicos e a busca pela redução do estresse são fatores que além de aumentar a expectativa de vida, contribui para o pleno desenvolvimento da sexualidade e manutenção da saúde sexual.  

  • Saúde sexual e Educação sexual

Através da educação sexual podemos compreender o desenvolvimento da sexualidade ao longo da vida, que se inicia num contexto mais íntimo e familiar e se desenvolve durante toda a vida.

 

Através da educação sexual os idosos podem, a partir dos seus próprios recursos, redefinir sua história sexual e conquistar a saúde sexual por meio de um estado de bem-estar físico, emocional, mental e social em relação à sua sexualidade.

  • Infecções sexualmente transmissíveis – IST’s

Com o aumento da expectativa de vida os idosos passaram a desfrutar de uma vida sexual ativa por mais tempo. Mas o que seria uma conquista pode acabar se transformando em mais um complicador ao considerarmos o aumento acelerado de casos de infecções sexualmente transmissíveis na terceira idade.

 

Na maioria dos casos o desconhecimento e a falta de informação são responsáveis por esse quadro alarmante. A saúde sexual requer uma abordagem positiva da sexualidade e das relações sexuais, bem como a possibilidade de ter experiências sexuais prazerosas e sobretudo seguras.

As ações preventivas são fundamentais em qualquer idade.

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Fonte de consulta:

(1) Portal da Educação - Sexologia e a Terceira Idade

(2) Peggy Brick

Terapia Sexual na Saúde e Educação e Desenvolvimento Emocional

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