Disfunções Sexuais

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Disfunção sexual (ou mau funcionamento sexual) é uma dificuldade que uma pessoa sente em responder sexualmente ou experimentar prazer sexual, em qualquer etapa de uma atividade sexual, incluindo prazer físico, desejo, preferência, excitação ou orgasmo. De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM, da American Psychiatric Association, em sua 5ª versão, a disfunção sexual exige que uma pessoa sinta dificuldade extrema e tensão interpessoal (sofrimento) por um mínimo de 6 meses.

Entendendo as Disfunções Sexuais

As disfunções sexuais podem ter um impacto profundo na qualidade de vida de um indivíduo, além de poder comprometer o relacionamento conjugal do casal. Portanto, na análise dos quadros disfuncionais são consideradas comportamentos disfuncionais que sejam provenientes de estimulação inadequada. 

Assim, casos que, embora não se configurem disfunção sexual, devem ser tratados no âmbito da terapia sexual por serem desencadeadores desses processos disfuncionais. Esses casos incluem estimulação sexual inadequada em função da falta de conhecimento sobre os aspectos da sexualidade cujos reflexos inibem o desenvolvimento saudável das fases do desejo, excitação e orgasmo, que constituem o ciclo de resposta sexual humana, proposto por William H. Masters e Virginia E. Johnson, e depois modificado por Helen Singer Kaplan.

Além disso também entram na avaliação dos quadros disfuncionais  aspectos relacionados à preocupação, a ansiedade , emoções introjetadas, a culpa  e o estresse por serem determinantes e/ou agravantes do quadro disfuncional. O DSM-5 também considera que no diagnóstico da disfunção sexual deve-se levar em consideração fatores culturais que possam influenciar expectativas ou criar proibições sobre a experiência do prazer sexual.

As disfunções sexuais, segundo o DSM-5, podem estar presentes desde as primeiras experiências sexuais do indivíduo, mas também podem estar relacionadas aos transtornos sexuais que se desenvolvem após um período de função sexual relativamente normal. As dificuldades sexuais também podem ocorrer situacionalmente com determinados tipos de estimulação, situações ou parceiros.

Quais são os tipos de Disfunção Sexual

As disfunções sexuais geralmente são classificadas em quatro categorias:

  • Perturbações do desejo - falta de desejo sexual ou interesse pelo sexo

  • Transtornos de excitação - incapacidade de se tornar excitado fisicamente ou animado durante a atividade sexual

  • Perturbações do orgasmo - atraso ou ausência de orgasmo (clímax)

  • Distúrbios da dor - dor durante a relação sexual

Quais são os sintomas das Disfunções Sexuais

Nos homens:

  • Incapacidade de alcançar ou manter uma ereção adequada para relações sexuais (disfunção erétil)

  • Ausência ou ejaculação retardada apesar da estimulação sexual adequada 

  • Incapacidade de controlar o momento da ejaculação (ejaculação prematura ou precoce)

 

Nas mulheres:

  • Incapacidade de atingir o orgasmo

  • Lubrificação vaginal inadequada antes e durante a relação sexual

  • Incapacidade de relaxar os músculos vaginais o suficiente para permitir a relação sexual (Vaginismo)

 

Em homens e mulheres:

  • Falta de interesse ou desejo de sexo

  • Incapacidade de despertar-se

  • Dor na relação sexual

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Visão Geral das Disfunções Sexuais
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Transtorno do Interesse/Excitação Sexual Feminino
Transtorno do Desejo Sexual Masculino Hipoativo e 

Na nova versão do DSM, as desordens do desejo sexual hipoativo - DSH, foram desmembradas em dois subtítulos, passando a classificação para: Transtornos do Desejo Sexual Masculino Hipoativo e Transtornos do Interesse/Excitação Sexual Feminino.

 

Apesar da diferenciação na classificação do DSH, em ambos os casos deve-se levar em consideração os contextos interpessoais uma vez que o desejo de atividade sexual de um homem quando mais baixo do que o de sua parceira, não é suficiente para diagnosticar o transtorno do desejo sexual masculino hipoativo. Da mesma forma que na eventualidade da mulher sentir menos desejo para a atividade sexual, também não é suficiente para o diagnóstico de transtorno do interesse/excitação sexual feminino.

Em geral a falta de desejo sexual é resultante de uma série de fatores que se interligam e só excepcionalmente se pode atribuir a uma só causa. A inadequação sexual daí resultante, além de criar um ambiente sexualmente destrutivo, muitas vezes se generaliza para a área da comunicação do casal, pondo em risco a integridade do casamento.

Apesar da possível existência de fatores orgânicos, os aspectos psicossociológicos são os de maior predominância nos processos disfuncionais da apetência por estarem fortemente introjetados na história sexual do indivíduo.

 

Educação sexualmente castradora, crenças religiosas rígidas, normas de conduta inibidoras da sexualidade, vivências sexuais destrutivas, insultos, conflitos no relacionamento, longo processo de habituação (frequente em relacionamentos de longa data), falta de assertividade no relacionamento e violências sexuais, geralmente estão presentes nos casos de desejo sexual hipoativo.

Nos casos de DSH é importante diagnosticar se a disfunção é ou não, consequência de um conflito conjugal. Muitas vezes, a insatisfação no relacionamento faz com que os parceiros usem o sexo, conscientemente ou não, como arma para ferir o outro, outras vezes, o desgaste conjugal é reflexo das frustrações e dos desencontros sexuais.

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Disfunção erétil 
 
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O transtorno erétil ou disfunção erétil tem por característica principal a falha repetida em obter ou manter ereções durante as atividades sexuais.

 

Numa definição mais abrangente podemos considerar o transtorno erétil como sendo a Incapacidade persistente, total ou parcial, de iniciar e/ou manter uma ereção suficiente para efetuar a penetração e a realização do coito até a ejaculação.  

 

Assim temos que fracassos ocasionais não devem ser considerados disfunções eréteis, a menos que o indivíduo não saiba lidar com a situação do fracasso momentâneo. Isso ocorre quando, preocupado com a falha, ele cria uma condição psíquica de expectativa de um novo insucesso (Temor de desempenho).

 

Nesses casos criam-se fortes expectativas considerando o ato sexual seguinte como um teste de sua virilidade. Essa situação altamente ansiogênica pode inibir facilmente o reflexo erétil. É precisamente o medo de não ter ereção que fará com que ela não aconteça.

 

Dessa forma ingressa-se num processo disfuncional com falhas permanentes. Por sinal esse é o mecanismo mais comum das insuficiências eréteis em que apenas os determinantes psicológicos estão presentes.

Ausência de lubrificação
 

Na mulher, a lubrificação vaginal deficiente decorrente de uma excitação insuficiente pode ser consequência tanto de fatores orgânicos quanto psicológicos. O fato é que a lubrificação insuficiente termina por gerar um distúrbio psicofísico que se autoalimenta.

 

Suas causas orgânicas mais frequentes estão geralmente associadas a climatério e Menopausa, deficiência hormonal, infecções vaginais, gravidez, aleitamento materno, álcool e tabagismo ou uso de medicamentos (antidepressivos, anti-hipertensivos, vasoconstritores, anti-histamínicos, anticoncepcionais).

Já as causas psicológicas geralmente encontram forte relação com o estresse, medo de sentir dor na penetração, medo de gravidez indesejada, medo de contrair doenças sexualmente transmissíveis, desarmonia entre o casal ou estimulação sexual inadequada ou mesmo em consequência de outra disfunção sexual como é o caso do DSH - desejo sexual hipoativo.

Anorgasmia - Transtorno do orgasmo
 

Transtorno do orgasmo, anorgasmia ou disfunção orgástica se caracteriza pela presença de retardo acentuado, infrequência acentuada ou ausência de orgasmo, bem como pela intensidade muito reduzida de sensações orgásticas mesmo após uma fase de excitação sexual adequada em termos de foco, intensidade e duração. Nas mulheres, a anorgasmia é a disfunção sexual mais comum junto com a falta de desejo (DSH).

Na anorgasmia estão presentes uma grande variedade de fatores inibitórios dentre os quais pode-se assinalar o sentimento de culpa em relação a atividade sexual, traumas relacionados ao sexo, abuso sexual, relações dolorosas, desinformação e informações distorcidas sobre sexo e sexualidade, crenças irracionais (interpretações ilógicas da realidade que colaboram para o desenvolvimento de perturbações emocionais) relacionadas a tabus e preconceitos religiosos, normas sociais rígidas, desejo sexual hipoativo e problemas no relacionamento.

Como no homem o orgasmo geralmente coincide com a ejaculação, junto com o transtorno do orgasmo apresenta-se também as disfunções ejaculatórias, apesar de que estes distúrbios são diferentes dos distúrbios do orgasmo. Pode existir orgasmo sem ejaculação e ejaculação sem orgasmo. Embora usualmente, a ejaculação se acompanhe da sensação de prazer, pode haver uma completa dissociação entre os dois fenômenos. Eles possuem etiologias distintas e mecanismos determinantes diferentes.

Os distúrbios ejaculatórios associados à disfunção da orgasmia são a ejaculação prematura ou precoce e a ejaculação bloqueada.

Ejaculação prematura (precoce)
 

A ejaculação prematura (precoce) é uma das formas mais comuns de disfunções sexuais entre homens e pode ser definida como sendo um padrão persistente ou recorrente durante a atividade sexual que se manifesta pela ejaculação que ocorre antes ou logo após a penetração, porém antes do momento desejado pelo indivíduo. Num estágio mais elevado, a ejaculação pode ocorrer mesmo antes da penetração.

A ejaculação prematura é uma disfunção sexual que envolve uma complexa interação de fatores tanto biológicos como psicológicos. Entretanto e na maioria dos casos, os problemas de ordem psicológica e emocional são os de maior predominância. Para o diagnóstico preciso dessa disfunção é necessário considerar aspectos determinantes como a possível presença de disfunção erétil, fatores ansiogênicos além de problemas no relacionamento.

Ejaculação retardada
 

A ejaculação retardada, também conhecida por incompetência ejaculatória ou ejaculação inibida, o ato ejaculatório é retardado ou inibido. O homem relata dificuldade ou incapacidade para ejacular, a despeito da presença de estimulação sexual adequada e do desejo de ejacular.

 

Ela é o oposto da ejaculação precoce. Enquanto na ejaculação precoce o homem não discrimina nem controla as condições que prenunciam a ejaculação, na ejaculação retardada reina o estado de hipercontrole, de modo a promover um bloqueio seletivo da ejaculação.

Note-se que nessa disfunção o indivíduo é incapaz de ejacular durante a penetração, ocorrendo normalmente a ejaculação na prática masturbatória. Apesar de existirem causas orgânicas, as causas psicológicas são consideradas como principais determinantes, resultante de uma educação familiar sexualmente punitiva, geralmente associada crenças religiosas, medo exagerado de engravidar a parceira, homossexualidade, hostilidade e rejeição pela parceira, principalmente após traumatismos psicossociais - traição conjugal seria um deles.

 

Mais uma hipótese a ser considerada seria a dificuldade de se entregar, afetiva e sexualmente, a uma relação a dois.

 
Transtorno da dor gênito-pélvica / penetração (Vaginismo e Dispareunia)

O vaginismo consiste na contração involuntária parcial ou total da musculatura vaginal, subjetivamente marcada pela dor ou desconforto, impossibilitando a relação sexual com penetração ou mesmo a realização de um exame ginecológico. O medo é a causa imediata do vaginismo. É ele que condiciona os músculos a uma reação de contratura. No vaginismo grave, além do espasmo da musculatura, a mulher, diante da simples aproximação do parceiro ou diante de um exame ginecológico, contrai os músculos adutores da coxa, a ponto de os joelhos ficarem colados um contra o outro.

Algum processo orgânico pélvico associado à dispareunia pode ser a causa física detonadora do vaginismo. Entretanto os fatores psicossociológicos são os de maior influência no vaginismo, sendo comum sua prevalência como resultado de educação restritiva ou punitiva, em que o controle sobre os aspectos sexuais tenha sido tão intenso a ponto de desenvolver verdadeira repulsa pela atividade sexual. Também são encontradas causas relacionadas a vivências sexuais desastrosas, experiências de situações traumáticas, tentativas de estupro, visualização de cenas de sadismo assim como relatos distorcidos da vida sexual. Também devem ser considerados aspectos relacionados ao medo de gravidez, fobia de câncer, exames ginecológicos traumáticos e partos difíceis.

Com a relação sexual tornando-se uma situação aversiva, a mulher pode ter adquirido o hábito de esquiva que persistiu após a cura integral do processo orgânico (associado à dispareunia). Quando ela se vê numa situação da qual não seja capaz de se esquivar, o medo da dor pode se apresentar de forma tão intensa que se exterioriza fisicamente como violenta contratura, acompanhada de fenômeno doloroso adicional que retroalimenta a cadeia que leva ao reflexo contrátil.

Sendo o vaginismo um distúrbio psicossomático típico, ele deve ser enfocado, sempre, sob o duplo ângulo: fisiológico e psicológico, o atendimento do par como unidade terapêutica é importante sob pena de recidivas que, na maioria das vezes, são muito mais desastrosas e prejudiciais que a situação original.

Fonte de consulta:

- Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5 - American Psychiatric Association

- Tratamento Clinico das Inadequações Sexuais - Cavalcanti & Cavalcanti

Terapia Sexual na Saúde e Educação e Desenvolvimento Emocional

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